A Espanha tem o seu próprio "special edition" que decorre na bela cidade de San Sebastian todos os anos. Se dúvidas havia que a pátria de nuestros hermanos se está a tornar um grande do bodyboard no mundo basta ver que este campeonato para além de um concurso de "bodyboard films" com 1000€ em jogo, conta no seu prizemoney com uma boat trip às mentawaii, uma viagem às canárias e 3000€ em ex-pesetas para distribuir pelos concorrentes. Este ano são esperados diversos concorrentes de todo o mundo, incluíndo Pierre Costes que numa deplorável demonstração de french (ass) kissing afirmou na última movement australiana entre outras coisas que os "espanhois não sabiam fazer bodyboard". Será medo da concorrência? Afinal a França beneficiou de uma larga cobertura nessa mesma revista. Como não comento flirts frança-Aus vejam o video do ano passado que contou também com a presença do semi-deus Pierre. Uma coisa é certa sabem fazer posters.
Donosti air show
A Espanha tem o seu próprio "special edition" que decorre na bela cidade de San Sebastian todos os anos. Se dúvidas havia que a pátria de nuestros hermanos se está a tornar um grande do bodyboard no mundo basta ver que este campeonato para além de um concurso de "bodyboard films" com 1000€ em jogo, conta no seu prizemoney com uma boat trip às mentawaii, uma viagem às canárias e 3000€ em ex-pesetas para distribuir pelos concorrentes. Este ano são esperados diversos concorrentes de todo o mundo, incluíndo Pierre Costes que numa deplorável demonstração de french (ass) kissing afirmou na última movement australiana entre outras coisas que os "espanhois não sabiam fazer bodyboard". Será medo da concorrência? Afinal a França beneficiou de uma larga cobertura nessa mesma revista. Como não comento flirts frança-Aus vejam o video do ano passado que contou também com a presença do semi-deus Pierre. Uma coisa é certa sabem fazer posters.
thats how we like it

Decidida a entrar nisto das ondas que dá estilo, Paris Hilton depois de ter feito bodyboard de óculos escuros viu que afinal era no outro desporto que estava o showoff então entrou a arrasar pelo surfe freakshow contratando nada mais do que koby Abberton para lhe dar aulas, o delinquente dos bra boys que ao que consta irá começar uma carreira em Hollywood, adicionou um fotógrafo e uma praia privada. Creme de la creme não faltou o deslize do bikini provavelmente ensaiado para garantir que realmente aparecia nas revistas. Outros como Koby preferem simplesmente agredir alguém. Os meus pesames ao surfe, diz-me com quem andas dir-te-ei quem és.. Reportagem completa para os voyeurs aqui.
geometria viva

Sendo a arte uma abstracção do universo, é natural que existam formas que se repitam. São estes modelos que os artistas recuperam para um formato, imitações de vida. O italiano Mario Merz vem-se debruçando sobre estas formas primordiais, sobre o ritmo secreto do natural. Segundo o artista a espiral é a "imagem mais organica que se encontra na natureza". O nosso próprio adn, o que mais nos define, partilha esta ordem natural do caos.
Não são as ondas também elas espirais? São movimentos fluídos de energia, geometria viva. Aqueles breves segundos em que andamos dentro das ondas é o sentimento único de também andar na própria pulsação da natureza. E tal como no truque do mágico, olhar para elas é cair dentro daquela espiral.
Outono

O Outono surge sempre da mesma forma, súbito, frio, baço, com um vento de norte que empurra os passaros para sul e apanha as pessoas desprevenidas.
Mas há outra beleza numa praia deserta, mais agreste, mais pura. Há uma linha mais definida entre o oceano e a terra.
É também nesta altura que surgem as primeiras ondulações do Atlântico norte...
o outro lado da colina

Porque é que as pessoas se deslocam, colocam-se em desconforto e sujeitam-se a hipóteses pouco prováveis? Porque é que mesmo quando se está num sítio mais que perfeito aparece um pendor dentro da pessoa que aponta para trás daquela praia, daquela colina, ou mais além.. Porque é que o prazer da descoberta, da novidade, conpensa até os territorios mais estéreis?
A verdade só pode ser porque encontrar algo de novo tras algo de realização. E um sentimento de possuir algo da forma mais ingénua e bela que existe. O de apenas disfrutar momentâneamente, de agarrar as coisas com os braços da recordação porque é tudo o que ficará.
Pelo contrário, o localismo, ou o territorialismo é o que acontece quando vemos vezes demais os memos sitios, quando sentimos que estão ao nosso alcance de possuir. Compensamo-nos desta maneira quando nos agarramos demasiado a um sítio. Desse amor enciumado, exagerado, que distorce o sentido do mundo.
A viagem não. Esta curiosidade infantil é um dos sentimentos mais puros que temos nos nossos actos. É um movimento primordial. A nossa espécie não saiu do éden , o continente mais fertil, para ocupar todo o planeta até aos hemisférios mais hostis, gelados ou incandescentes? O fracasso ou o sucesso, quase sempre, não são uma questão de paisagem. Mas sim de deslumbramento.
conversas com o mar
Falar de Mike Stewart é um pouco difícil cada vez que nos aparece um video assim. Ele atingiu um patamar tal de excelência que conserva toda a linha em qualquer tipo de onda. Lembro que ele foi considerado o melhor bodyboarder do mundo quase por uma década, é indiscutívelmente o melhor bodysurfer e até o melhor "surfista" do mundo pela surfer magazine. Ele fala com as ondas. Compreende-as como só alguém que se deita com as ondas o pode fazer.
Apresentar um bodyboard assim aos 44 é, aposto, rejuvenescedor para toda a gente.
já agora fica por aqui a performance da nova geração em sopelana no mês passado:
Apresentar um bodyboard assim aos 44 é, aposto, rejuvenescedor para toda a gente.
já agora fica por aqui a performance da nova geração em sopelana no mês passado:
Banco de luxo


João André "Magoito", Ivo Mochacho, Nuno "Batata" Leitão, Gonçalo "Estrela" Silva, Nuno "Martelo" Simões, Francisco Ávila, Rodrigo Bessone, Ricardo Faustino, Hugo Nunes. Estes são os suplentes para o special edition. Não há quem queira fazer um campeonato com eles?
PS: imagino que para os organizadores a escolha seja um processo doloroso. Isso explica que façam uma votação para escolher um lugar que falta. Lavam as mãos.
Se fosse fácil escolhiam um e prontos. Mas eles gostam tanto de bodyboard como os fãs que seguem o campeonato. E nesta lista estão só os melhores freesurfers do país.
A escolha por ranking é no entanto um critério perigoso porque tem de ser seguido até ao fim. Por causa de um mau heat poem-se em causa invernos inteiros de performances em ondas grandes. Arriscam-se a ter de fora, nomes como o paulinho ou o porkito, que valem como estes. Arriscam-se a eles próprios viverem o campeonato com uma sensação de vazio. Esperemos que não.
PS2: as minhas apostas para novos nomes são: Gastão, pitaça, fabio laureano, jofi, jaime jesus, luis coelho.. é-se sempre mais condescendente com a juventude.
em seara alheia
O meu post no uma foto sobre a falta de cobertura dada ao norte.(e já agora ao resto do mundo)
special ed

Este ano vai realizar-se de novo o special edition na Nazaré. Esta é uma boa notícia que deve agradar a todos os que gostam deste desporto, e que promete captar as nossas atenções durante um mês inteiro. Afinal é o campeonato com mais espírito em Portugal em qualquer desporto de ondas. A parafernália e a mediatização que surgirão em torno do special farão esquecer pelo menos momentâneamente a razão porque este campeonato não é realizado todos os anos e só agora temos a confirmação do mesmo: não é viável económicamente em formato anual.. pelo menos para já. Os organizadores tem-no feito por convicção, por paixão e em algumas situações em prejuízo para a sua vida pessoal. Trata-se de entrega.
Este campeonato não é fruto de nenhuma estratégia de marketing, não é uma exigência de nenhuma marca, não tem um plano mercantil por trás dele. É a materialização das aspirações colectivas das pessoas que amam este desporto em Portugal. Um dia de puro espírito, de superação, coragem e beleza.
O special edition representa como poucos o bodyboard Português.
Daniel Rocha
Daniel Rocha foi uma das grandes esperanças do bodyboard brasileiro durante vários anos. Desde cedo evidenciou um quê a mais do que os outros que fez com que considerassem da mesma estirpe de um Guilherme Tamega chegando mesmo a ser apontado como seu sucessor. Nada poderia ter sido mais trágico visto que foi das pegadas de tâmega que passou a ser avaliado. Não que não tenha sido mau competidor, antes pelo contrário chegou a lutar pelo título mundial, mas ficou sempre aquém do nível que muitos haviam preconizado para ele e acabou por desistir da carreira justamente quando ela mais se lhe propiciava. Claro que não tinha seguranças de que o desporto lhe proporcionasse qualquer futuro, mas foi o bodyboard mundial que certamente que perdeu um do seus mais talentosos interpretes.
Daniel era dono de um estilo que rareia hoje em dia pelo palco brazuca, ajustes subtis de parede, e 360ºs com um jeito de anca ao estilo da nossa joia da casa Kiko Saraiva. Destacava-se no bigsurf pelos seus peanuts e habilidade de encaixe. A facilidade com que combinava a fluidez com a rotação eram preciosas mas o amendoim como era conhecido amadureceu num período complicado. Preso a formulas de competição e rotinas de movimentos, Daniel acabou por ser apenas muito bom. Faltou-lhe a excelência e o sonho que lhe permitisse exceder-se. Faltou-lhe a motivação (e os apoios) para usar aquilo que tinha de melhor. Hoje em dia estaria a mandar invertidos aéreos por tudo o que era sítio. Foi um homem fora do seu tempo.
Daniel era dono de um estilo que rareia hoje em dia pelo palco brazuca, ajustes subtis de parede, e 360ºs com um jeito de anca ao estilo da nossa joia da casa Kiko Saraiva. Destacava-se no bigsurf pelos seus peanuts e habilidade de encaixe. A facilidade com que combinava a fluidez com a rotação eram preciosas mas o amendoim como era conhecido amadureceu num período complicado. Preso a formulas de competição e rotinas de movimentos, Daniel acabou por ser apenas muito bom. Faltou-lhe a excelência e o sonho que lhe permitisse exceder-se. Faltou-lhe a motivação (e os apoios) para usar aquilo que tinha de melhor. Hoje em dia estaria a mandar invertidos aéreos por tudo o que era sítio. Foi um homem fora do seu tempo.
silly season
Nós somos as actos mas também as ficções disse alguém quando questionado sobre o ser. Esta frase não poderia ser mais verdadeira quanto mais nos debruçamos sobre nós próprios e a realidade. Pessoa dizia "tenho em mim todos os sonhos do mundo" e no entanto, era apenas um homem vulgar para as pessoas que se cruzavam com ele na rua, mas pertencia mais à ficção (todos os personagens que inventou) do que o funcionário de escritório cinzento que foi. Como se mede a vulgaridade ou a grandeza? Pelos actos ou ficções? e como vemos nós a realidade, pelos factos ou pela ilusão? A resposta para ambas as perguntas deve estar provavelmente a meio. Já dizia Mario de Sá Carneiro sou pilar da ponte que me separa de mim e do outro. No fundo, gerimos a nossa vida e a realidade num dialogo entre o sonho e o desencanto. E somos tanto de uma matéria como a outra. *
Muitos de nós tambem sonhamos em mandar aquele backflip ou soltar agua num invertido perfeito mas enquanto isto se reporta (para a maioria) apenas ao mundo da ficçao, tem um impacto tácito na nossa realidade corrente. porque é aquilo que queremos ser, é tambem o que queremos ver, o que precisamos de tocar.
Vem isto a proposito do sintra pro. Muitas pessoas acabaram por criticar aquilo que é um bom campeonato onde os envolvidos dão o seu máximo e no geral um bom divertimento de fim de semana. Quem vem cá de fora não fica desiludido com a beleza do lugar, com a paz daquelas paisagens, e, com a Ericeira ali ao lado um booguie de nível mundial se quiser ou perder cedo. A ruptura que não permite as pessoas apreciarem tudo isto (que são factos) é porque o campeonato subverte a sua escala de valores. O ranking final, as ondas as fotos, no fundo o resultado final de tudo aquilo é igual à nossa espuma dos dias. Nada tem do sonho, ou pelo menos a noção utópica que temos. A frustração que temos da realidade apenas nos faz balançar mais para um lado ou outro.
O problema é que o mito fundador da ligação ao bodyboard passa a ser um ideal, comprado em filme e revistas. Corta-se a ligação ao que nos realmente une ao booguie, os fins de tarde com os amigos. O entrar na água e a comunhão com a onda. Talvez por isso algumas pessoas deixem o bodyboard. Quem se interessa se um campeonato de longboard tem boas ou más ondas. Já agora, quem se interessa que hajam campeonatos de longboard? A sua relação é únicamente a de andar.
No entanto o desnorte não lhes permite ver que nem é contra o campeonato ou local que estao contra mas em oposiçao ao modelo. De que lhes serviria estar num reef pesado e no heat do seu heroi em 20 minutos não virem ondas, ou espalhar-se nas 4 ondas que um heat permite. O que eles querem, é que lhes seja dada a oportunidade de testemunharem a vida como num filme. Nem que fosse preciso um dia inteiro ou esperar um mês pelo dia certo. Por aquela oportunidade fugaz (e quantos segundos demora uma manobra) em que a vida corresponderia a ficçao.
* ena, três citações num parágrafo
Muitos de nós tambem sonhamos em mandar aquele backflip ou soltar agua num invertido perfeito mas enquanto isto se reporta (para a maioria) apenas ao mundo da ficçao, tem um impacto tácito na nossa realidade corrente. porque é aquilo que queremos ser, é tambem o que queremos ver, o que precisamos de tocar.
Vem isto a proposito do sintra pro. Muitas pessoas acabaram por criticar aquilo que é um bom campeonato onde os envolvidos dão o seu máximo e no geral um bom divertimento de fim de semana. Quem vem cá de fora não fica desiludido com a beleza do lugar, com a paz daquelas paisagens, e, com a Ericeira ali ao lado um booguie de nível mundial se quiser ou perder cedo. A ruptura que não permite as pessoas apreciarem tudo isto (que são factos) é porque o campeonato subverte a sua escala de valores. O ranking final, as ondas as fotos, no fundo o resultado final de tudo aquilo é igual à nossa espuma dos dias. Nada tem do sonho, ou pelo menos a noção utópica que temos. A frustração que temos da realidade apenas nos faz balançar mais para um lado ou outro.
O problema é que o mito fundador da ligação ao bodyboard passa a ser um ideal, comprado em filme e revistas. Corta-se a ligação ao que nos realmente une ao booguie, os fins de tarde com os amigos. O entrar na água e a comunhão com a onda. Talvez por isso algumas pessoas deixem o bodyboard. Quem se interessa se um campeonato de longboard tem boas ou más ondas. Já agora, quem se interessa que hajam campeonatos de longboard? A sua relação é únicamente a de andar.
No entanto o desnorte não lhes permite ver que nem é contra o campeonato ou local que estao contra mas em oposiçao ao modelo. De que lhes serviria estar num reef pesado e no heat do seu heroi em 20 minutos não virem ondas, ou espalhar-se nas 4 ondas que um heat permite. O que eles querem, é que lhes seja dada a oportunidade de testemunharem a vida como num filme. Nem que fosse preciso um dia inteiro ou esperar um mês pelo dia certo. Por aquela oportunidade fugaz (e quantos segundos demora uma manobra) em que a vida corresponderia a ficçao.
* ena, três citações num parágrafo
tubos

Aquele instante, outro. Tão fugazes. E no entanto ficam para sempre na memória como fotografias, como vida. Os tubos.
São a essência.
O é da onda.
Aquilo que mais procuramos no mar.
"Eu te digo: estou tentando captar a quarta dimensão do instante-já que de tão fugidio não é mais porque agora tornou-se um novo instante-já que também não é mais. Cada coisa tem um instante em que ela é. Quero apossar-me do é da coisa."
Clarice Lispector
marketing indirecto
A entrada em massa da movement mag no nosso mercado fez-me pensar entre outras coisas no conceito de marketing indirecto. Não sou nenhum especialista em publicidade antes pelo contrário apenas me apoio no senso comum. Ora só a religiosidade com que se devora tudo o que é vindo da austrália explica certos fenómenos como o que estão a acontecer com algumas indústrias de fora. Falo de uma deslocalização do marketing, concentrando recursos e atenções onde estão os verdadeiros opinion makers, mas sem ter como alvo esse mercado. São contingências novas da globalização mas que muitas empresas perceberam atempadamente como forma de controlar a dicotomia custos-retorno. Um caso paradigmático é a pride bodyboards, que como toda a gente sabe é uma companhia Europeia. Toda a sua estratégia de marketing foi concentrada nos riders, ondas e mercado australiano. No fundo fizeram os possíveis por transformar a pride numa marca aussie. As referências à Europa foram subtilmente apagadas, assim como os riders, e pior, o investimento. Nunca mais ouvi falar do Cedric Dufaure que antes seguia o mundial, o batata que eu saiba mudou de patrocinador, e nas canárias Ernesto Evana também. Agora sua última campanha remete-nos para uma ideia de que estejam "a formar" um team na europa.
No entanto pelos dados que tenho, o sempre protector mercado aussie está longe de estar cativado pela pride e lá são vistos como uma marca "de fora".
Mas não creio que a pride esteja preocupada pois esta estratégia camaleónica tem como objectivo final apenas manter o mercado europeu. De facto hoje em dia sinónimo de coolness e qualidade é ser da austrália. Existem conceitos simbólicos, que os markteers conhecem bem, que valoram um produto independentem do produto em si. Um pouco como acontece com o mercado da música e a geração MTV. A pride apenas quis atrelar-se ao comboio. Porque acham que num continente de tantas ondas não há marcas europeias? Ou que no berço da moda e alta costura praticamente só se consuma 3 marcas de surfwear de fora? Eles (os fabricantes) intelígentemente entenderam isto: O consumidor exige ser manipulado. Assholes.
No entanto pelos dados que tenho, o sempre protector mercado aussie está longe de estar cativado pela pride e lá são vistos como uma marca "de fora".
Mas não creio que a pride esteja preocupada pois esta estratégia camaleónica tem como objectivo final apenas manter o mercado europeu. De facto hoje em dia sinónimo de coolness e qualidade é ser da austrália. Existem conceitos simbólicos, que os markteers conhecem bem, que valoram um produto independentem do produto em si. Um pouco como acontece com o mercado da música e a geração MTV. A pride apenas quis atrelar-se ao comboio. Porque acham que num continente de tantas ondas não há marcas europeias? Ou que no berço da moda e alta costura praticamente só se consuma 3 marcas de surfwear de fora? Eles (os fabricantes) intelígentemente entenderam isto: O consumidor exige ser manipulado. Assholes.
tow II
Depois de ter arrebentado com os limites do que era possível dropar em cyclops num bodyboard, Brenden Newton aproveita para relaxar(?) numa surfada de towssurfe. Gostava honestamente de ver algum surfista tentar a mesma brincadeira num bodyboard. E não tinha de ser atrás do pico.
racismo e o bodyboard

já vamos longe do tempo em que Daniel kaimi, polinésio de gema e primeiro campeão do mundo de booguie foi convidado a não participar mais no campeonato da morey, segundo as suas proprias palavras por ser escuro, mas o bodyboard hoje em dia continua a parecer um grande clube de meninos loiros e pele albina. Oficialmente não há nenhuma discrimininação neste desporto, nem nunca houve. Mas o que está à vista de todos é a enorme diferenciação de raça que existe neste como em outros desportos. Que me consiga lembrar de ver um preto a fazer bodyboard só Max Mariane que era das ilhas Reunião e asiáticos nenhum.
Os melhores patrocínios continuam a ir para aquele que tem uma imagem bem clean do ponto de vista racial, de preferência que preencha o modelo de beleza vigente, amplamente difundido pelos meios de comunicação no mundo. Nada mais humano, lembro-me de ver na superinteressante um estudo cientifico em que se provava que as pessoas mais bonitas tinham melhores probabilidades de subir na carreira. No surf feminino acontece algo semelhante, as miudas menos favorecidas pelos genes, tenham o talento que tiverem, são postas de parte porque não interessam à industria de surfwear que no fundo quer modelos para as suas publicidades.
Em portugal temos um pretinho que é um dos melhores bodyboarders no mundo para a sua idade. Tanto que apesar da sua tenra idade já tem um pro model e é a imagem da sniper em portugal. É o Gonçalo Campos e é da mesma geração de um Pierre Costes. Seria lindo vê-lo daqui a uns anos lutar pelo titulo mundial. Mais que nao fosse para dar alguma côr.
efemérides
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