made in portugal


já à venda

bodyboard ubique*

Como é próprio da geografia nem todos os pedaços de terra vivem com o mar à porta. Antes pelo contrário. Mas isso não quer dizer que a relação com a àgua seja desvalorizada noutros sítios menos costeiros.
Os rios assumem aqui um papel principal, por vezes bastante feroz, que muitos de nós atribuímos ao oceano. Há uma força imensa nos rios, existem bastantes desportos que a aproveitam e existe também algo que a maioria desconhece: ondas. Não me vou alongar muito porque já o tendo feito, sei que a descoberta (especialmente de novos mundos)é uma grande parte do prazer. Hoje em dia faz-se bastante bodyboard em ondas de rio, não só surfando-as como até para descer rápidos. Vejam apenas este vídeo, estes tipos são loucos e tem umas partes bastante assustadoras.

*em todo lado

uma certa ideia de bodyboard

Este post do tlai é revelador de um amargo de boca que muitos boogies sentem. Há uma dimensão do bodyboard extremamente radical e adrenalinizante que falha em passar para o conhecimento público em geral. A sua proposta tem tanto de radical como provocadora, e se o bodyboard fosse apenas isto? por definição teria de ser notado apenas desta forma.
Mas o bodyboard já é isto, apenas flui uma percepção de que esta parte escapa á maioria. Do bodyboard que é transmitido, no geral apenas passa uma certa ideia de bodyboard. Mas porque é que é essa ideia? porque apenas essa fatia do todo que é o bodyboard se é a mais desinteressante (para quem vê)? quem é que a tem? quem tem sido os interlocutores?

bodyboard omnibus*

Ver na televisão uma senhora de meia idade admitir que para combater um problema de excesso de peso começou a praticar desporto, entre eles o bodyboard, colocou à evidência aquilo que alguma pessoas teimam em não querer admitir: O bodyboard é o desporto mais adequado para que pessoas de certas camadas etárias ou parca preparação física tenham contacto com o mar e conheçam as sensações de andar numa onda.
Esta dualidade torna o bodyboard tão mais interessante, logo este desporto que é visto como uma coisa de "juventude" e de elevada "exigência" física.

*para todos

dançar sobre brasas

nem queiram saber o que é aque acontece no momento a seguir a algumas destas fotos.

caricaturas

De tempos a tempos os australianos brindam-nos com estereótipos para fundamentar as suas crenças e interesses mais profundos. Geralmente quando as coisas não lhes correm muito bem. Este ano o cozinhado já entrou em lume brando e prende-se com um facto praticamente decidido: o título mundial vai sair da Austrália. Ora as reacções são à suposta "invencibilidade" competitiva dos brasileiros e europeus, esquecendo-se do facto de que há mais de 5 anos que o título não sai do pacifico. As explicações não poderiam ser mais caricatas mas têm um propósito muito claro. Ora alega a riptide que os europeus são atletas com regimes de treinos pesados, capazes de acordar pela "madrugada" para "surfar 30cm onshore", com um treinador na praia "dando-lhe indicações", e constantemente a "treinar heats". É esta a explicação para o ben player não levar o título este ano. Somos todos rockys balboas com um fito supremo que nos leva a suportar as agruras desta vida, derrotar australianos.
Mas, continua a revista (e aqui é que vem a coup de force), o bodyboard não é isto, o boogie é uma arte que se prende tanto com puxar os limites em ondas sobrenaturais, como aprimorar o estilo das linhas. E nisso, eles são os melhores. Os australianos não ligam a este indigno teatro, os aussies, vêm o bodyboard como uma arte, não competição.
Ora esta! Depois de nos últimos anos termos gramado com loas aos títulos australianos e à invencibilidade natural aussie, eis que em ano de jejum aparece-nos uma nova : o bodyboard é uma arte, e competição não é arte. Esta é a sua pusilanime jogada, nunca conceder derrota. Os australianos são viciados em vencer, e vão ficar sempre por cima. Quem os acusar de superioridade está equivocado, eles são realmente superiores, pelo menos na sua cabeça. E é isso que os vai fazer ser sempre melhores. Os portugueses, esses são o contrário, mas isso vai ser tema do próximo post.

coisas boas da "crise" da bong

Zion, Agent 18, reeflex, Dunes, void. A estes poderia acrescentar a onda, a science ou a nofriends.
Nunca como nos últimas semanas se falou tanto em marcas de fatos de bodyboard. Será que não dá para falir de vez?

musas

instigado pelo tlai fiz uma pesquisa (agradável admitamos) pela Lorraine Lima(clickem), a super gata do bodyboard que recentemente passou pelas ondas da caparica. A dúvida fica no ar, será esta mesmo a mais bela bodyboarder nos dias que correm? Tendo-a já visto ao vivo e completamente coberta (por isso com o juízo intacto) admito até que sim, é uma mulher de sonho e com uma presença muito própria.
Outro post, desta vez nostálgico foi sobre a daniela freitas(Acrescento às duas que mencionaste pedro, a mariana nogueira e a stephanie petterson). Numa época em que o bodyboard feminino tinha uma sobre-abundância de talento e estética ela foi a musa de uma época. Hoje em dia torna-se na antítese do que foi, toda aquela graciosidade e feminilidade que faziam as fantasias de uma geração são agora outra coisa. Claro que aquele sorriso ainda parava o transito.

a crise

O burburinho do dia prende-se com o despedimento de ryan hardy da billabong. Estando nós na viragem de uma crise económica, pode acontecer na Austrália nos proximos tempos exactamente aquilo que aconteceu nos finais dos anos 90 nos EUA: a surfwear retirar toda o apoio ainda existente ao bodyboard e adoptar estratégias cada vez mais agressivas de contenção.

Existe naturalmente algum grau de dependência. A verdade é que ainda não existe uma autonomia efectiva, e sendo o bodyboard um desporto de praia vendido em surfshops é natural que haja algum investimento. Em tempos de vacas gordas há sempre migalhas que caiem para fora do prato, mas durante uma crise as empresas geralmente reforçam a sua identidade primária, resguardam-se na ortodoxia.

Nos EUA o bodyboard era nos anos 90 era um braço (economico)efectivo do surfe, sem qualquer indústria e mesmo com o ramo editorial perfeitamente controlado. Depois quase desapareceu. Nos tempos que correm as coisas são diferentes e já existem algumas alternativas. Este é um tempo de comprar bodyboard e deixa-los cuidar da sua crise. Quanto a Ryan, penso que não lhe sucederá o mesmo que aconteceu a Andrew Lester, também dispensado pela billa, e empurrado para o freesurf pela desmotivação. No entanto ver isto suceder ao bodyboarder com o maior profile comercial (e não só) no mundo, deixa-nos todos com uma sensação estranha, de tontura para um abismo. Resta saber se ele está lá.

os entraves

posição de portugal se o campeonato fosse apenas de bodyboard: 1º
posição de portugal se o campeonato fosse 50% bb e 50% surfe: 3º
posição real de portugal nos wsg: 6º

coisas que não impressionam os leigos

manuel centeno e hugo pinheiro, campeão e vice-campeão mundial até ao momento, a apoiar entusiasticamente um surfista português(que não faço ideia quem seja). foto(grande): Carlos Pinto

o perfil da coisa

Da série grandes reacções á destemperança (do leitor zé):

"na minha humilde opinião, considero o João Capucho, como a pessoa ideal, para nesta fase assumir a Presidência da FPS."

tempos difíceis

coisas susceptíveis de criar polémica, insultos e pequenos ódios:

"Não quero alimentar polémicas, nem acicatar pequenos ódios, mas julgo ser importante assinalar a prestação do Bodyboard português em mais uma edição dos ISA"

"Mais uma vez preciso de dizer, aprioristicamente, que não estou à procura de polémicas, nem de insultos. Mas, acho que é importante afirmar o seguinte – o Surf são as ondas, nós apenas as tentamos acompanhar, independentemente do utensílio que usamos para o fazer."

capuchadas

Tinha escrito no post abaixo uma pequena paródia ao comentário do figurão joão capucho mas depois de rele-la hoje de manhã senti-me idiota por te-lo feito. Ainda tentei atenua-la mas continuava idiota por isso apaguei-a. Foi mais fruto da ira momentânea que propriamente da ironia. Lembrei-me das palavras de Bernard Shaw, mais ou menos assim: não lutes na lama com um porco, ficas sujo e ele na mesma. Era necessário um capucho do bodyboard para lhe responder à letra e não sendo eu, não estou disposto a fazer o papel.
Isto para dizer que sim, gosto de surfe. Apesar dos remoques com o amigo pedro ferreira gosto de falar de surfe com ele e olhar o mar com ele. Não há muita diferença. Cresci a idolatrar tipos que faziam standup na perfeição em cima de um boogie, vi toda a minha vida videos e fotos de dropknee, gosto de tubos, gosto de cutbacks, gosto de ondas acima de tudo. Como poderia eu não gostar de surfe? Impossível. Preferir bodyboard é uma coisa totalmente diferente. E se alguém me pedir (ou eu o disser sem permissão) é esta a minha opinião.

campeões do despique

Mal grado as tentativas da ISA de secundarizar o bodyboard, de formalizar uma pretensa hierarquização dos desportos montando um espéctaculo viciado que nada tem de "olimpico", em portugal as coisas não correram como previsto. A despeito dos press-releases e da própria estrutura do campeonato pró-surfe, no final do WSG todos os jornais falavam de bodyboard. Há tiros que saem pela culatra.

João Capucho, presidente da associação nacional de surfistas, veio a público tentar controlar os danos fazendo uma declaração de intenções: " Confesso que nao acho piada ao bodyboard e esta minha opinião, como qualquer outra contrária, deve ser respeitada. Confesso que, para qualquer leigo, é eventualmente mais impressionante ver alguem em pé numa onda do que deitado, mas repito o eventualmente. No entanto, nem que estivesseos a falar de chinquilho ou de bilhar: estes bodyboarders são Portugueses, de Portugal e são os melhores do Mundo e já o provaram várias vezes. Sinceros parabens, pelo esforço, a dedicação e a simplicidade."

Os pestilentos parabéns portanto a esses individuos que contra toda a lógica e bom gosto fazem bodyboard. Já agora, (faltou acrescentar) os meus pesames pela escolha desportiva.

bodysurf

Esta foi uma das melhores surpresas dos últimos tempos (encontrada via o pedro arruda do ondas). Esta edição com um visual muito analógico conta com a colaboração de vários bodyboarders conhecidos. Numa altura em que a performance nas ondas sobe aos píncaros é ainda altura de rever a interrogação de tom wegener: "mas melhor em quê?". Para quem se interessar existe já um blog do bodysurf em portugal.

p2


Esta era a foto de hugo pinheiro que hoje ilustrava o p2. É a foto tipo miguel barreira a fazer escola.

ecos do wsg

O público disponibiliza hoje uma extensa reportagem sobre aquilo que designa como "mundo do surf". Mais, o desfavorável epípeto que arranjou para designar os jogos mundiais do surfing foram precisamente "campeonato mundial de nações de surf". Sim, a etimologia é mesmo essa, a modalidade. Não consta que alguém os tenha elucidado ou desmentido. Presume-se até que a informação que é veiculada seja mesmo essa.
Existe também uma breve referência ao bodyboard como o "parente pobre" do surf. Transpiram de todos os lados que o bodyboard é convidado em casa alheia. Até quando esta triste flagelação pública irá continuar?

nevertheless...

clicka aqui para saberes os resultados do bodyboard e para veres o sistema mais justo já inventado para competição, o "double elimination", onde os atletas têm uma hipotese extra através de repescagem.

world bodyboarding games

Nos WSG actuais, ao adoptar um modelo em que um desporto (bodyboard) é secundarizado está-se a reproduzir uma realidade ideal do ponto de vista dos organizadores. Mais ninguém tem de ser responsabilizado, nem mesmo os patrocinadores. A rectidão e o conceito de um evento como este depende inteiramente da entidade que os regula. No site da ISA, completamente parcial, perdem-se todas as dúvidas sobre a real dimensão dos WSG, no fundo limitados a um desporto (surfe) preponderante. Os jogos da ISA são a corporização desse conceito. O facto de em certos anos apenas haver uma modalidade (surfe) dividida em diversas categorias é revelador: não é necessario mais do que um desporto para realizar estes "jogos olímpicos" das ondas.

Nestes moldes e com estas perspectivas os próprios jogos são prejudiciais ao bodyboard.

Uma eventualidade que eu duvido bastante, seria a ISA tratar todas as modalidades em pé de igualdade num futuro próximo.
Outra, bastante mais producente, seria o bodyboard organizar os seus próprios jogos, com todas as vertentes que o bodyboard permite (dropknee, standup, tow out..), e talvez em conjunto (e igualdade) com todas as outras modalidades que são ostracizadas pelos jogos olímpicos do surfe.

wsg


Está a ter lugar mais uma vez em portugal os world surfing games, que como o poster indica são os jogos olímpicos do surfe. É dividido em duas categorias principais, surfe com pranchas pequenas e surfe com pranchas grandes. O surfing como toda a gente sabe e vem no inenarrável site da ISA, é andar de pé das ondas com uma prancha de surfe, a chamada categoria "open". Em certos anos há ainda subcategorias como "Masters", "Grandmasters", "Kahunas", "Grand Kahunas", "Womens Masters", "Masters Champion Team" e "tandem". Faltam ainda separar categorias pela côr do cabelo, e talvez pelo diâmetro da barriga mas lá chegaremos.

Tem ainda uns coadjuvantes que andam deitados e que costumam ganhar todas as medalhas para Portugal.

ascensão e queda

No ínicio de 2006 o Francês Cedric Dufaure estava no pico da sua carreira. Era campeão europeu e havia chegado a uma final em pipeline. Tinha patrocínios sólidos, estava a surfar como nunca e recebia elogios como o de Nicolas Capdeville que se referia a ele como "o melhor bodyboarder do mundo". Passados dois anos praticamente desapareceu dos escaparates internacionais tanto em competição como freesurf. Em termos nacionais foi completamente eclipsado pela ascensão dos pródigos Amaury lavernhe e Pierre costes. Pelo meio um grave infortúnio num acidente da coluna ao aterrar um dos seus grandes ars em bali do qual parece nunca mais ter-se recomposto. O sucesso e o fracasso são por vezes faces da mesma manobra.

dropknee II

Li há uns tempos numa revista dedicada especialmente ao dropknee, mason rose que é indiscutívelmente uma das pessoa mais dedicadas a esta modalidade afirmar: "o dropknee é incompreendido". O alcance desta afirmação penso eu não deve ser tomado de leve. Incompreendido como?

Quando leio comentários como "O DK é o estilo de waveriding mais dificil de todos! Não tem é nenhuma base que o sustente, uma vez que é ligado a ser um estilo do bodyboard" penso que estaremos mais proximos de descobrir afinal em que situação está o dropknee como desporto. Se considerarmos o bodyboard underground, então o dk é o cúmulo do underground. É tão underground que nem é sequer considerado um desporto, apesar de haverem praticantes 120% dk e pranchas 100% dk.
O que Mason tenta desvendar é que o DK é uma arte em si, mais empolgante até pela sua dificuldade e características técnicas. É isso como explica o que o leva a dedicar-se ao dropknee.

Por outro lado como considerar pouco funcional um desporto que influênciou a linha de onda do surfe? Para quem não sabe da história antes do cineasta Taylor Steele lançar o filme momentum e revolucionar o surfe enquanto desporto radical, ele passava tempo com os amigos a visionar imagens de Paul Roach a fazer dk. Paul é apontado como o propulsionador do surfe baseado no tailslide e grandes rasgadas apenas a surfar de joelhos numa prancha de bodyboard.

Mas vejamos o que praticantes tem a dizer sobre o assunto: "you get that super loose , rail-only feel and it freaking kicks ass- and it gives you a upright stance experience thats still close to the wave face and fits well into the tube - and it takes more skill than prone". Noutro caso, comparando com o surfe: "stand up surfing on a board with skegs will provide easier access to hold/drive relative to skill and therefore a more forgiving experience". Ou seja temos testemunhos directos de que se por um lado o dk confere uma sensação totalmente nova e técnica ao acto de "waveriding" por outro lado é bastante mais díficil que qualquer outra forma (bodyboard/surfe).

Quer isso dizer que faz todo o sentido separa-lo em termos etimológicos do bodyboard em si? Claro, apesar de ser uma vertente, melhor uma possibilidade extra, é em funcionalidade completamente diferente. A tentativa ridicula de misturar os dois estilos em competição colocou o DK num limbo do qual não conseguiu sair nunca para se afirmar. Se é possivel gostar de ver bodyboard e não gostar de ver dropknee, se são tão diferentes em natureza como foi possível tentar mistura-los?
Penso que isso responde à proxima interrogação, quem é que deve definir o que é o dropknee? Os próprios dropkneers.

Em portugal existiram e existem alguns bons praticantes. Nuno Cardoso o banana, que deve ter sido o primeiro dkneer a andar em el fronton, Nuno neto, o malogrado ricardo horta. Hoje em dia nomes como o próprio batata, diogo pimenta(que ficou em 4 na 1 etapa do mundial em ferrol) ou o zé gabriel. São individuos raros mas que sabem marcar a sua presença pela forma como abordam as ondas.

A haver campeonatos deverão ser eles a estrutura-los, se houver revistas/blogs/foruns tertulias, qualquer coisa devem ser os amantes deste desporto a organizar-se e a afirmar: o dropknee existe, é um dos desportos mais técnicos e prazerosos que conhecemos, o dropknee somos nós. Se nada mais for que apenas o gozo que transmite a alguns iluminados ainda melhor. A melhor resposta às reticências que algumas pessoas possam ter em relação ao dk talvez seja dada pelo próprio roach: quando lhe perguntaram (ele que agora apenas faz dk por prazer) que disesse uma razão para alguém fazer dk ele negou-se e respondeu: "não faço caridade para os capazes".

dropknee

De tempos a tempos surgem dúvidas sobre a funcionalidade do dropknee. Os seus detractores baseiam-se em duas premissas:
- o espectro de ondas "alta-performance" que permite é reduzido, visto que tanto em ondas muito pequenas como em ondas grandes torna-se bastante dificil conseguir um desempenho satisfatório.
- A dificuldade do desporto, que é evidente e reforçada pela premissa n.º 1. É necessário estar bem fisicamente e com alguma flexibilidade. O grau de equilibrio e técnica necessários para atingir um bom nível é elevado.

Eu acrescentaria mais duas.
- a pressão que o dropknee sofre por estar rodeado de duas modalidades muito fortes, o bodyboard e o surfe, que ao não sabem lidar muito bem com isso. A reacção mais comum é "porque é que não te deitas/levantas" o que revela uma profunda incompreensão.
- o facto de todos os grandes nomes do dropknee não se dedicarem ao desporto consistentemente depois da carreira. Muito provavelmente vitimas das premissas 1,2 e 3.

predestinados

Confesso que já vi pessoas que julgava não possuirem grande aptidão para o bodyboard, evoluírem vertiginosamente ao longo dos anos, anos digam-se de persistência e de uma certa paixão necessária. Nada é impossível para quem sonha e quer e eu já testemunhei alguns casos. São histórias interessantes porque tudo se torna tão mais palpável. As conquistas, a evolução, tudo são pequenos passos que seguem um carreiro lógico e perceptível.
No entanto nada é tão fascinante como alguém predestinado. Alguem que possuí um talento que o une à prancha. Que faz com que os gestos ao invés de serem adquiridos e consciêntes sejam naturais e instintivos. Nada é tão fascinante pois é sempre através destas pessoas que testemunhamos o imponderável. E o imponderável, ironia das ironias, é o que reflecte as nossas limitações. Mesmo as imaginadas.

PS: lêr este texto de Pedro Arruda
PS2: É sintomático, o nome do açoriano Ricardo Moura, o "figo" do bodyboard como já lhe chamaram, aparece ciclicamente, nestas conversas sobre talentos naturais.

bodyboard

Descobri através do fundo de pedra que a revista americana rolling stone se tinha referido ao bodyboard desta forma "one of the more underground sports of modern age".
Comentários para mais tarde.

sophia

Foi com alguma satisfação que descobri que a compagnon de blogosfera e bodyboarder Lara R. agora escreve para a revista freesurf. Tenho pena de não a ver escrever mais pois ademais neste mundo povoado de testosterona bem faz falta uma visão feminina das coisas. E os homens e as mulheres são diferentes felizmente. Sempre que vejo poesia da Sophia relativa ao mar a á praia lembro-me do cenário que a motivou para todos esses escritos. Costumo por vezes passear por lá e embora não seja uma zona de ondas boas é uma espécie de jardim japonês subaquático, com pequenas lagoas, algas de todas as côres e feitios ordenadas por canteiros e uma biosfera exuberante, molusculos, peixes, marisco e outras espécies. Tem pequenas passagens, grutas e corais de areia. Acima de tudo é um vida em cenário. Não é dificil compreender que alguém que ame o mar se inspirasse tanto numa paisagem assim.

mudar é viver

Não há praia que mude tantas vezes de nome como esta. Já foi praia do bico, praia da mariana, há quem lhe chame praia de afife, enfim. Foi lá que foi realizada a primeira etapa do circuíto mundial de bodyboard e está nos anais da história por isso(resta saber com que nome). Agora parece que é a praia da arda. Mas não se habituem muito.

ondas de bodyboard II

Muito se fala da utilidade de fundos artificiais para o bodyboard ignorando o facto de que em muitos casos a solução está a vista de todos e com custos incomparávelmente menores. Falo do aproveitamente de uma estrutura já existente e disseminada pela nossa costa: o vulgar esporão. Em muitos casos estamos apenas a poucos graus de um pico perfeito para o bodyboard. 10º a 20º graus de orientação para ser mais específico. É essa a orientação dos molhes que fazem ondas como a cova do vapor, paço de arcos ou molhe leste em portugal ou the wedge lá fora. A caparica por exemplo, podia ser uma sucessão de covas do vapor, bastava replicar o modelo já existente. E que tal incluírem isso nas próximas discussões de obras públicas?