bringing boogie back
O confital é uma onda curiosa, enrosca-se no recife criando uma secção de inside incrível e é super manobrável. Faz-me lembrar em tudo st. leu nas ilhas reunião, mas para a direita. Espero que à imagem do que aconteceu com o mítico "hoff reunion pro 96" façam um video do campeonato do confital deste ano com a melhor performance no campeonato. A acção foi tanta e tão boa que para 2008 já estão agendadas 3 etapas do circuíto mundial nas canárias. Este pequeno clip é apenas da final e tudo o que tenho a dizer é que o Uri Valadão "makes bodyboarding look good".
profetas do desporto #1 Scott Carter
Quais são as maiores diferenças entre o panorama do bodyboard nos 90 e o panorama do body actualmente?
....hum.....melhores manobras, conhecimento de melhores ondas para o nosso desporto, acesso mais facil..... nos anos 90...hum...uma revista de surfe publicava o nosso desporto e que desde então deixou-nos a um canto para nos safarmos por nós próprios...já não é mais por causa da fama ou dinheiro...é muito mais espiritual agora, mas menos pessoas a ripar nos states....bem nem por isso, mas sem reportagem impressa ou fluxo de dinheiro para suportar aquela paixão que virou desporto....agora é só paixão....perfeito....antes do dinheiro e da fama isso era o rebuçado em frente do bebé...agora é apenas uma dança que muitos dos surfistas ainda pensam ser para crianças....mas nós do boogie sabemos mais....e que o menos que for dito melhor.....simplesmente.....anda nas ondas.....o resto não interessa.....mas nunca tenham receio de fazer tudo como um verdadeiro waterman.....surfe,boogie,boodysurf,longboard......façam o melhor para as ondas nesse dia e tenham o maior prazer com isso... sorriam....partilhem ondas e riam-se....nós somos sortudos de fazer o que fazemos....o mais importante é o divertimento....com a onda.....
retirado de punani mafia
....hum.....melhores manobras, conhecimento de melhores ondas para o nosso desporto, acesso mais facil..... nos anos 90...hum...uma revista de surfe publicava o nosso desporto e que desde então deixou-nos a um canto para nos safarmos por nós próprios...já não é mais por causa da fama ou dinheiro...é muito mais espiritual agora, mas menos pessoas a ripar nos states....bem nem por isso, mas sem reportagem impressa ou fluxo de dinheiro para suportar aquela paixão que virou desporto....agora é só paixão....perfeito....antes do dinheiro e da fama isso era o rebuçado em frente do bebé...agora é apenas uma dança que muitos dos surfistas ainda pensam ser para crianças....mas nós do boogie sabemos mais....e que o menos que for dito melhor.....simplesmente.....anda nas ondas.....o resto não interessa.....mas nunca tenham receio de fazer tudo como um verdadeiro waterman.....surfe,boogie,boodysurf,longboard......façam o melhor para as ondas nesse dia e tenham o maior prazer com isso... sorriam....partilhem ondas e riam-se....nós somos sortudos de fazer o que fazemos....o mais importante é o divertimento....com a onda.....
retirado de punani mafia
das relações parasitárias
Diz o ditado popular "quando a esmola é demais o cego desconfia" e assim fiquei, desconfiado, quando há 2 semanas atrás a billabong anunciou com pompa e circunstância que tinha contratado um miudo de 12 anos. Desde o primeiro momento que não me pareceu uma aposta credível no desporto antes uma engenhosa manobra de marketing visto que apareceu em todos os sites da modalidade e imagino que um patrocinio de alguém de 12 anos seja irrisório para dizer o menos. Mas não sabia a extênsão deste presente envenenado. Esta semana Andrew Lester foi despedido da marca "para alegadamente apostarem em novos valores". O alibi reconheçamos foi perfeito.
Prefiro sinceramente a idiotisse de uma volcom ao cínismo da billabong ou rip curl. São os únicos honestos o suficiente para assumir o que fazem, independentemente do dinheiro. Como nos havemos de relacionar com uma marca que se diz também de bodyboard e desqualifica os seus ídolos? Para se ver como se constroi a cultura de um desporto favor notar a proposta milionária oferecida ao surfista occy no momento da sua retirada, ironicamente na mesma altura.
Não dá para sermos nós a rescindir com a billabong? Este seria o momento ideal para todos os outros atletas deixarem a marca, afinal eles serão os próximos.
Termino o texto com um trecho da cronica deste mês na vert mag, ela não podia ser mais apropriada:
"Hoje em dia o bodyboard seguiu um caminho distinto, focando-se nas suas idiossincracias na sua identidade, e é um caminho que deve fazer até ao fim. Ainda bem que o fez. Pelo que vi da discussão só um bodyboard forte, respeitado, trará alguma dignidade ao surfe. Dignidade no modo como se relaciona com o booguie. No entanto não tenho duvidas que partilhamos as mesmas sensações, locais e impulsos. Tal como na humanidade, não ha diferenças de natureza que nos separem. somente as nossas limitações nos separam dos outros."
Prefiro sinceramente a idiotisse de uma volcom ao cínismo da billabong ou rip curl. São os únicos honestos o suficiente para assumir o que fazem, independentemente do dinheiro. Como nos havemos de relacionar com uma marca que se diz também de bodyboard e desqualifica os seus ídolos? Para se ver como se constroi a cultura de um desporto favor notar a proposta milionária oferecida ao surfista occy no momento da sua retirada, ironicamente na mesma altura.
Não dá para sermos nós a rescindir com a billabong? Este seria o momento ideal para todos os outros atletas deixarem a marca, afinal eles serão os próximos.
Termino o texto com um trecho da cronica deste mês na vert mag, ela não podia ser mais apropriada:
"Hoje em dia o bodyboard seguiu um caminho distinto, focando-se nas suas idiossincracias na sua identidade, e é um caminho que deve fazer até ao fim. Ainda bem que o fez. Pelo que vi da discussão só um bodyboard forte, respeitado, trará alguma dignidade ao surfe. Dignidade no modo como se relaciona com o booguie. No entanto não tenho duvidas que partilhamos as mesmas sensações, locais e impulsos. Tal como na humanidade, não ha diferenças de natureza que nos separem. somente as nossas limitações nos separam dos outros."
special edition freak show
A nazaré é uma onda muito dada a palpites e divagações por ter uma característica muito peculiar: quebra sempre da mesma forma independentemente do tamanho. Por isso as ondas parecem sempre surfáveis, e as condições acessíveis à coragem humana, "talvez um dia" é uma conjugação que fica na imaginação de todos..No entanto à medida que as dimensões das coisas (não a sua forma) se alteram, há uma que se mantêm a mesma: a do homem. Por isso um dia será inevitável encontrar um limite, não pelas ondas, que continuam perfeitas independentemente do swell, mas pelas proprias limitações de se ser humano e pequeno face à natureza.
Arrisco-me a dizer que o limite deve ter sido encontrado ontem naquelas duas ondas que o porkito e o faustino apanharam no cantinho depois da final. (dão-se alvíssaras a quem tiver fotos desses momentos).
Quanto ao campeonato apenas algumas notas de interesse:
Sem as motas de água levarem os competidores ao outside seria impossível ter havido campeonato.
Aos bodyboarders era impossível sequer apanhar as espumas mais pequenas para sair, o que diz bem da força do mar.
Este foi o campeonato em fundo de areia que teve certamente o maior mar de sempre no mundo.
Devem ter sido surfadas as maiores ondas de sempre em territorio nacional.
Guerras de tails
nazaré bodyboard XXL
O maior campeonato em Portugal está programado para domingo. Com as previsões que estão para esse dia nem me atrevo dizer que tamanho estará.
o tow in de novo
O tow está para ficar por uma razão muito simples. Torna o difícil banal. O apetite dos media por imagens de choque faz o resto. Mas tudo faz parte do grande engano.Arrisco-me a dizer que fazer tow é uns 90% mais facil do que entrar num pico a remar. A prova disto é que de repente surgem "bigriders" como pipocas sem qualquer tradição ou curriculo na remada em ondas grandes. Por todo o mundo, os limites que se julgavam inacessíveis tem sido quebrados constantemente e a grande dificuldade começa a ser simplesmente lidar com o crowd. Quando chega a hora de dropa-las, todos, inclusive nomes desconhecidos, parecem aptos a desce-las a mil à hora com segurança. Irlanda, Portugal, Espanha, California, Mexico ou Tahiti são apenas alguns dos exemplos onde ondas que ninguém se atrevia são agora possíveis. De vez em quando morre alguém que teima em remar para as ondas como aconteceu agora em ghost trees. E nem dropam as maiores, os limites da remada continuam perfeitamente os mesmos. Simplesmente é outra dimensão do surfar.
Face à facilidade, cada vez mais os novos big riders vão-se interrogar se valerá a pena o risco. O futuro, é pleno de motas e motorizações pois o homem nunca hesitou quando a tecnologia lhe dá uma vantagem face à natureza. A grande dificuldade em ser "tow inner" hoje em dia parece ser ter dinheiro para comprar uma mota, e mante-la.
Se ao ínicio se pensava que o tow era um meio para apanhar ondas impossíveis de remar, depressa se verificou que era uma caixa de pandora. É praticavel em todos os tipos de ondas e como é natural existem praticantes de todos os níveis. No Brasil face a proliferação de motas, tiveram de proíbir o tow em dias minusculos.
Mas entretanto ainda convivem os dois modos de estar nas ondas grandes. Os bodyboarders esses, face as maiores possibilidades do booguie até parecem não querer muito com os jets. Naquele pico que foi escancarado em directo (o que pensarão os locais disto?) os bodyboarders nunca mostraram outro desejo senão conquistar o pico "a unhas". Se partirmos então do pressuposto que a remada é muito mais perigosa e complicada que o tow, e estes vem sempre de fora, a grande questão é então a seguinte: Quem tem a prioridade?
Benny Player x2
simples prazeres
É sempre um prazer levar alguém a ver a praia norte da nazaré pela primeira vez. As linhas que se desenham no horizonte, o baque brutal das ondas ao rebentarem, as explosões nas rochas e os triângulos dantescos fazem-nos ter a certeza que mostramos algo inolvidável.Depois um almoço no lugar do Sítio, uma explicação sobre o canhão da nazaré e o miradouro sobre a vila completam um momento mais que bem passado.
O que se passa ali na Nazaré é de uma natureza realmente especial. É um fenómeno da natureza e uma verdadeira elegia à grandiosidade do oceano. Por isso atrai tantas atenções, independentemente de ser possível ou não(ou desejável) entrar. Por seres humanos, porque hoje, vimos uma gaivota , quem sabe a big rider das gaivotas, a planar solitária por ondas de tamanho de prédios.
quedas flipado
Quedar flipado é uma expressão em castelhano que quer dizer mais ou menos "até te passas" que é o estado em que ficarão todos os pros presentes na Gran Canária, quando este swell bater com força por aqueles lados. Pela primeira vez na história do desporto vamos ter um circuito mundial a terminar na Europa, com todas as consequências que daí advém. Para começar uma hipótese real dos atletas Europeus brilharem no circuíto mundial, em ondas de qualidade, sem ter de suportar gastos astronómicos, crowds doentios, e o mau julgamento biblíco dos havaianos. A juntar a tudo isto uma organização decente e um bom prize money, que mais se poderia pedir?Este ano o north shore do bodyboard vai ser no hawaii da Europa, um em que realmente se sente em casa, e a acção não vai ser inferior ao que estamos acostumados pelo que deu para ver pelos videos e fotos que já andam a correr pela net( se entretanto os ex indulgentes frontoneros não decidirem partir mais camaras). No Hawaii pelo contrário, parece que depois de realizados os campeonatos em pé para pipe, para backdoor, sempre em frente, feminino, junior e anões, lá conseguimos uma janelita em fevereiro, de 17 a 24. Parece que a mafia do surfwear se tornou mais atrevida e na impossibilidade legal de banir o booguie da temporada hawaiana, limitam-se a fazer pre$$ão para que o campeonatos sejam na altura em que o circo ja foi embora.
Preparem as apostas meus senhores, este ano são em euros.
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